Fiquei muito feliz quando a autora me procurou para enviar o livro, é o primeiro livro físico que recebo em parceria para resenhar, foi demais a experiência de receber o pacote pelo Correios, me senti uma verdadeira "Blogueira" com os "Recebidinhos" (hahaha)
O recebi mais ou menos em março, mas demorei um pouquinho para ler porque estava respeitando a minha lista mental de próximas leituras, ainda tive que encaixar o orgulho e preconceito da Jane Austen antes, porque como era uma obra inspirada nesse livro, precisava ler antes para fazer as comparações. Mas, como postei recentemente aqui, infelizmente eu não estava no momento de ler Jane Austen, então fui direto para o K-pop e devo dizer que embarquei nessa leitura.
Orgulho e Preconceito K-Pop
Mari, Lívia, Daniel e Alex são irmãos e mudaram do Brasil para Coreia do Sul para morar com os tios e tentar a carreira dos seus sonhos, entrar para um grupo de K-Pop. Lá eles passam a frequentar a casa de uma prima rica que também os recebe como filhos e os ajuda com contatos para que consigam a oportunidade que tanto sonharam. Aos poucos a vida dos irmãos vão se encaixando na nova cidade, começam a fazer novas amizades e conseguem dar inicio as suas carreiras profissionais. Mas, o mundo dos ricos e famosos é mais complexo do que eles esperavam, são colocados diante de questões sociais que insistem em deixá-los em situações complicadas, ainda mais quando envolve também questões do coração.
O que eu achei?
É um livro bastante divertido, onde é possível conhecer um pouco sobre a cultura Coreana, além de mostrar também como é os bastidores de uma seleção para um grupo de K-pop. Uma leitura leve e rápida, daquele tipo que quando não está lendo, você está pensando nos personagens e no que pode acontecer depois. As semelhanças com o livro de Jane Austen fica bastante evidente na personalidade de alguns personagens, achei isso principalmente em Daniel, Hyuna e Hye. A autora conseguiu nos apresentar quatro personagens principais cheios de vida e dispostos a fazer de tudo por seus sonhos, o que tornou a história bastante animada e cheia de reviravoltas, principalmente com a formação de casais que se deu ao longo da leitura, onde eles precisaram aprender a colocar as suas diferenças de lado, enfrentar seus orgulhos e preconceitos, para enfim poder se entregar ao amor. Acredito que a autora poderia ter usado mais algumas páginas para dar mais detalhes ao final, foi daquele tipo cheio de detalhes durante as história mas o final ficou meio corrido, nos momentos de reconciliação e perdão podia ter sido com um pouco mais de drama e emoção (sim, eu amo um drama). Enfim, torci para os personagens na seleção do grupo de K-pop, torci para alguns casais ficarem juntos logo, fiquei com raiva da arrogância ou ingenuidade de alguns personagens, em alguns momentos fiquei animada e em outros brava, então só posso dizer que o livro é bastante envolvente e no geral gostei muito da leitura.
Livro: Orgulho e Preconceito K-Pop
Autora: Ana Paula Scolari
Editora: Chiado Books
Nota: 8
"Quando o orgulho e preconceito batem de frente, só o amor pode curá-los"
maio 05, 2019
abril 23, 2019
Orgulho e Preconceito
Estava a algum tempo com esse livro em mãos para a leitura, adiantei ele na minha lista para começar a ler um outro que havia recebido. Geralmente mesmo que não esteja curtindo muito a leitura de inicio, me forço a ler até o final, sempre acredito em reviravoltas ou surpresas. Há muito tempo estava para ler e conhecer a obra de Jane Austen, mas acho que escolhi o momento errado para isso.
Orgulho e Preconceito.
O livro nos mostra como era a realidade social na Inglaterra do século XVIII, onde era indispensável que as mulheres tivessem um casamento rentável para sua família e para o seu status social. Elas deveriam ser inteligentes, boas nos afazeres domésticos, educadas e possuir as mais diversas habilidades, para simplesmente serem consideradas boas pelos melhores pretendentes da cidade. A família Bennet sofria com isso por não possuir um herdeiro homem que fosse suscetível aos bens da família, a mãe vivia preocupada e irritadiça para casar o quanto antes as suas filhas, e considerava qualquer pretendente um bom partido desde que possuísse boas terras ou um bom salário, por sorte duas das irmãs mais velhas mesmo que ainda se deixassem levar pelos sentimentos, eram mais inteligentes do que o comum e do que aquelas que aceitavam as imposições daquela sociedade patriarcal. Como é mencionado em um trecho do livro sobre uma das mulheres daquela época: "Sem ter grandes ilusões a respeito dos homens ou do matrimônio, o casamento sempre fora seu maior desejo. Era a unica posição tolerável para uma moça bem educada , de pouca fortuna."
O que eu achei?
Irei falar brevemente porque devo admitir que não cheguei a ler realmente o livro, antes já havia visto o filme e tinha sido um tanto quanto demorado e lento demais para mim, mas mesmo com a impaciência de ver na tela a história desenrolar, admito que gostei bastante. Quanto ao livro, li fielmente os primeiros 16 capítulos e então percebi que a leitura que já estava arrastada, só iria piorar dali em diante, tentei ler pulando partes e ainda assim não consegui me prender, então pulei diretamente para os dois capítulos finais, coisa que eu não gosto de fazer, geralmente me obrigo a ler tudo, mas infelizmente dessa vez não era o momento do livro me prender. As obras de Jane Austen são muito conhecidas e realmente são bastante ricas em detalhes, quanto aos personagens e quanto ao momento da sociedade em que se passa a narrativa, é então com toda certeza uma obra incrível. Mas, eu acredito que existem momentos na vida do leitor em que ele se atenta mais a um determinado tipo de livro, seja por se identificar melhor, ou por estar procurando um outro tipo de leitura, ou pela linguagem, ou velocidade na história, etc. Então só posso concluir que escolhi o momento errado para realizar a leitura desse livro.
Livro: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Editora: Ciranda Cultural
Nota: Pretendo atribuir a nota quando de fato estiver no momento certo de ler essa obra inteira.
"Para aqueles cuja opinião não muda, é da sua particular incumbência a certeza de acertarem nos seus juízos logo à primeira."
Orgulho e Preconceito.
O livro nos mostra como era a realidade social na Inglaterra do século XVIII, onde era indispensável que as mulheres tivessem um casamento rentável para sua família e para o seu status social. Elas deveriam ser inteligentes, boas nos afazeres domésticos, educadas e possuir as mais diversas habilidades, para simplesmente serem consideradas boas pelos melhores pretendentes da cidade. A família Bennet sofria com isso por não possuir um herdeiro homem que fosse suscetível aos bens da família, a mãe vivia preocupada e irritadiça para casar o quanto antes as suas filhas, e considerava qualquer pretendente um bom partido desde que possuísse boas terras ou um bom salário, por sorte duas das irmãs mais velhas mesmo que ainda se deixassem levar pelos sentimentos, eram mais inteligentes do que o comum e do que aquelas que aceitavam as imposições daquela sociedade patriarcal. Como é mencionado em um trecho do livro sobre uma das mulheres daquela época: "Sem ter grandes ilusões a respeito dos homens ou do matrimônio, o casamento sempre fora seu maior desejo. Era a unica posição tolerável para uma moça bem educada , de pouca fortuna."
O que eu achei?
Irei falar brevemente porque devo admitir que não cheguei a ler realmente o livro, antes já havia visto o filme e tinha sido um tanto quanto demorado e lento demais para mim, mas mesmo com a impaciência de ver na tela a história desenrolar, admito que gostei bastante. Quanto ao livro, li fielmente os primeiros 16 capítulos e então percebi que a leitura que já estava arrastada, só iria piorar dali em diante, tentei ler pulando partes e ainda assim não consegui me prender, então pulei diretamente para os dois capítulos finais, coisa que eu não gosto de fazer, geralmente me obrigo a ler tudo, mas infelizmente dessa vez não era o momento do livro me prender. As obras de Jane Austen são muito conhecidas e realmente são bastante ricas em detalhes, quanto aos personagens e quanto ao momento da sociedade em que se passa a narrativa, é então com toda certeza uma obra incrível. Mas, eu acredito que existem momentos na vida do leitor em que ele se atenta mais a um determinado tipo de livro, seja por se identificar melhor, ou por estar procurando um outro tipo de leitura, ou pela linguagem, ou velocidade na história, etc. Então só posso concluir que escolhi o momento errado para realizar a leitura desse livro.
Livro: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Editora: Ciranda Cultural
Nota: Pretendo atribuir a nota quando de fato estiver no momento certo de ler essa obra inteira.
"Para aqueles cuja opinião não muda, é da sua particular incumbência a certeza de acertarem nos seus juízos logo à primeira."
março 06, 2019
13 Treze

A autora entrou em contato comigo pelo Instagram e ofereceu para enviar o livro em troca de uma resenha, eu prontamente aceitei a leitura e devo dizer que me surpreendeu demais. Antes de começar achei que era um livro de fantasia, com pessoas mágicas, poderes e feitiços, ou algo tipo jogos vorazes, essas coisas. Mas, na verdade, o livro é um romance incrível que não deixa de ter a sua magia também.
Resumo:
Rebeca é uma golpista que vive a sua vida sem acreditar em Deus, no amor e nas pessoas. Ela e sua mãe planejam um golpe que mudara as suas vidas para sempre, um dia antes ela se depara com um encontro inesperado, uma vidente que lhe revela como sera a sua vida a partir do dia do golpe, que por sinal daria errado, ela seria pega e teria que mudar drasticamente a sua vida, teria que cursar faculdade, mudar de cidade, andar na linha e encontrar o amor da sua vida, o 13º namorado que transformaria a sua realidade para sempre. Rebeca não acreditava em nada disso, mas a duvida foi plantada e ela começou a duvidar da verdade absoluta em que acreditava: que o amor não existe e tudo na vida é dinheiro e poder. Mas, de fato, a vidente teve razão, e tudo o que ela previu para a vida de Rebeca realmente começou a acontecer.
O que eu achei?
Quando terminei de ler, deu vontade de voltar e começar a ler de novo. Acho que isso resume bem o quanto eu gostei dessa história, na verdade eu não esperava que ficaria tão animada e tão envolvida. Como eu pensava que seria um livro de fantasia, daquelas coisas de magia e tudo mais, achei que a leitura seria um pouco arrastada, porque não gosto muito desse gênero, mas eu fui surpreendida por um romance daqueles em que a pessoa precisa lutar contra ela mesma e contra as coisas que acredita para entender que quando o amor chega não tem para onde fugir. A autora escreveu uma história tão delicada e forte ao mesmo tempo, que o leitor consegue sentir tudo o que o personagem está passando, o medo, a insegurança, a animação, o poder, a euforia, o amor. O dialogo entre os personagens, os pensamentos deles em cada parte da história, como eles querem se entregar ao momento e ao mesmo tempo precisam se proteger daquilo que são e proteger o outro também. É aquele tipo de livro que você simpatiza com o personagem, acompanha a sua evolução e torce por ele, Rebeca evoluiu muito como pessoa ao decorrer da história e o final foi emocionante, tanto pela euforia do momento da luta como por ela admitir que com as coisas que aprendeu passou a ter fé. Ler 13 foi uma experiencia bem diferente porque é a primeira vez que leio um livro de autor nacional que existem características de lugares do Brasil, a autora cita o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, isso fez parecer que enquanto eu leio, a história da Rebeca esta acontecendo aqui pertinho, se eu sair de casa por me deparar com algum personagem andando por ai, parece loucura, mas essa experiencia de ler um livro que se passa em lugares próximos que conhecemos é bastante imersiva, e eu amei.
Quando o leitor se envolve com a história e com os personagens, não tem como parar de ler, no livro 13 senti de verdade aquela sensação de querer saber logo o que acontece depois, mas não querer que o livro chegue ao fim. Gostaria de escrever muito mais, mas não gosto de dar spoiler sobre o livro, prefiro que as pessoas se surpreendam com as coisas também e possa sentir as emoções da leitura, só devo dizer que gostei muito da experiencia e recomendo bastante o livro para quem gosta de romance.
Livro: 13
Autora: FML Pepper
Editora: Galera Record
Nota: 9
"O azar pode ser a sua ruína. A sorte também"
fevereiro 25, 2019
O Homem de Giz
Já fazia algum tempo que eu queria ler esse livro, um dia despertou mais forte essa vontade e então o baixei no meu Kindle. Comecei a ler e aos poucos não conseguia mais parar. Admito que tive medo quanto a comprar a edição física, porque da ultima vez que comprei uma titulo de suspense em capa dura, depois de tanto marketing em cima dele, me decepcionei bastante. Mas, com o homem de giz, não.
Resumo:
O livro é narrado por Eddie que começa a explicar como é a sua vida e dos seus quatro amigos na pequena cidade onde vivem. Após um acidente em um carrossel, uma jovem fica com o seu rosto transfigurado e Eddie tem o primeiro contato com o novo e misterioso morador da cidade, tudo começou a ficar estranho e sombrio, outros desastres começaram a acontecer, e o que marcava a maioria deles eram desenhos de homens feitos de giz.
O que eu achei?
Esse livro recebeu muitas criticas, mas também muitos elogios, eu particularmente gostei bastante, é bem fluida a leitura, cheia de mistérios e envolve o leitor com facilidade. Por ser o livro de estreia dessa autora, ela demonstrou ter muito potencial, e acredito que as criticas negativas foram porque o marketing focou que os leitores de Stephen King iam se apaixonar pelo livro, o que na verdade é equivocado, já que os fãs de verdade sempre vão reconhecer a grande diferença entre as obras. Eu mesma li apenas uma obra do Stephen King que foi IT A Coisa, e definitivamente, no começo do livro o homem de giz, eu não sabia se tinha voltado a ler King ou se realmente era um livro novo, muitos elementos das obras eram parecidos, o grupo de crianças, a guerra com pedras, a narrativa sendo desenrolada entre passado e futuro, etc. Agora voltando em foco ao homem de giz, eu também gostei muito do livro porque ele não foi como muitos outros livros de suspense que terminam deixando várias coisas no ar, o leitor fica quebrando a cabeça para tentar entender algo que na verdade não faz sentido, esse livro no final fecha todas as lacunas que são abertas durante a leitura e mostra ao leitor a solução de todos os mistérios que surgiram. Ao ler algumas das criticas vi muita gente que ainda reclamou da autora ter deixado muitas coisas sem explicação, e me pergunto se eles realmente tinham lido o livro até o fim, porque para mim tudo ficou muito claro.
O homem de giz tem tantas camadas, traz tantos assuntos a tona, mas o que ficou preso na minha cabeça quando terminei de ler foi como as mentiras acabam com as pessoas, como a hipocrisia destrói e como nunca podemos dizer que conhecemos alguém, porque de fato nunca é possível saber o que uma pessoa é capaz de fazer, digo isso por muitos personagens que encontramos no livro e também sobretudo sobre Eddie, eu já imaginava que de fato havia algo de errado com ele também, mas não achava que sua compulsão o teria levado a roubar e guardar uma coisa tão sem sentido (algo que ninguém normal faria). As pessoas tem seus momentos de cometer atos impensados, mas Eddie era doente porque na insanidade dele durante a narrativa do livro todo, parecia ser normal, a principio pensei "coisa de criança" mas depois de tudo revelado, conclui que ele só poderia ter algum problema psicológico, aparentemente a dimensão toda de suspense dada no livro, foi por conta de Eddie em seus sonhos e devaneios. Enfim para quem gosta de suspense, é uma leitura muito interessante. Só não fique decepcionado quando descobrir que o que você deve temer são as pessoas e não a figura do homem de giz.
Livro: O Homem de Giz
Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Nota: 9
Tens de olhar sempre além do óbvio.
Resumo:
O livro é narrado por Eddie que começa a explicar como é a sua vida e dos seus quatro amigos na pequena cidade onde vivem. Após um acidente em um carrossel, uma jovem fica com o seu rosto transfigurado e Eddie tem o primeiro contato com o novo e misterioso morador da cidade, tudo começou a ficar estranho e sombrio, outros desastres começaram a acontecer, e o que marcava a maioria deles eram desenhos de homens feitos de giz.
O que eu achei?
Esse livro recebeu muitas criticas, mas também muitos elogios, eu particularmente gostei bastante, é bem fluida a leitura, cheia de mistérios e envolve o leitor com facilidade. Por ser o livro de estreia dessa autora, ela demonstrou ter muito potencial, e acredito que as criticas negativas foram porque o marketing focou que os leitores de Stephen King iam se apaixonar pelo livro, o que na verdade é equivocado, já que os fãs de verdade sempre vão reconhecer a grande diferença entre as obras. Eu mesma li apenas uma obra do Stephen King que foi IT A Coisa, e definitivamente, no começo do livro o homem de giz, eu não sabia se tinha voltado a ler King ou se realmente era um livro novo, muitos elementos das obras eram parecidos, o grupo de crianças, a guerra com pedras, a narrativa sendo desenrolada entre passado e futuro, etc. Agora voltando em foco ao homem de giz, eu também gostei muito do livro porque ele não foi como muitos outros livros de suspense que terminam deixando várias coisas no ar, o leitor fica quebrando a cabeça para tentar entender algo que na verdade não faz sentido, esse livro no final fecha todas as lacunas que são abertas durante a leitura e mostra ao leitor a solução de todos os mistérios que surgiram. Ao ler algumas das criticas vi muita gente que ainda reclamou da autora ter deixado muitas coisas sem explicação, e me pergunto se eles realmente tinham lido o livro até o fim, porque para mim tudo ficou muito claro.
O homem de giz tem tantas camadas, traz tantos assuntos a tona, mas o que ficou preso na minha cabeça quando terminei de ler foi como as mentiras acabam com as pessoas, como a hipocrisia destrói e como nunca podemos dizer que conhecemos alguém, porque de fato nunca é possível saber o que uma pessoa é capaz de fazer, digo isso por muitos personagens que encontramos no livro e também sobretudo sobre Eddie, eu já imaginava que de fato havia algo de errado com ele também, mas não achava que sua compulsão o teria levado a roubar e guardar uma coisa tão sem sentido (algo que ninguém normal faria). As pessoas tem seus momentos de cometer atos impensados, mas Eddie era doente porque na insanidade dele durante a narrativa do livro todo, parecia ser normal, a principio pensei "coisa de criança" mas depois de tudo revelado, conclui que ele só poderia ter algum problema psicológico, aparentemente a dimensão toda de suspense dada no livro, foi por conta de Eddie em seus sonhos e devaneios. Enfim para quem gosta de suspense, é uma leitura muito interessante. Só não fique decepcionado quando descobrir que o que você deve temer são as pessoas e não a figura do homem de giz.
Livro: O Homem de Giz
Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Nota: 9
Tens de olhar sempre além do óbvio.
fevereiro 17, 2019
Não sou eu, é você.
Comprei esse livro na bienal de 2018, fiquei relutante porque não era de um autor que eu já tivesse ouvido falar, e a capa deu a impressão de ser algo muito adolescente, fazendo com que eu pensasse que fosse mais uma daquelas histórias que se passa na escola, a menina esquisita, o garoto popular e tudo mais, mas lendo a sinopse me chamou atenção por prometer boas risadas. Enfim, esse livro está na minha estante, e essa foi a sua vez.
Delia Moss trabalha como assessora de imprensa da Câmara de Vereadores de Newcastle, na casa dos trinta anos, sua vida era "normal", casa, trabalho, namorado, cachorro. Até que chegou aquele momento da vida onde tudo começa a mudar, ela havia tomado uma decisão no seu relacionamento de dez anos, que iria transformar tudo. E no trabalho, as coisas andavam complicadas devido a algumas mensagens mal intencionadas de um suposto Hacker. Em uma noite, no encontro com o seu namorado para comemorar os dez anos de relacionamento, Delia fez uma proposta que a principio pareceu não ser bem aceita por ele, no dia seguinte ela descobriu o porque. Tudo começou a desmoronar em sua vida e no seu trabalho não foi diferente, infelizmente ela não conseguiu parar o hacker e suas mensagens, então acabou sendo demitida. Ela se mudou para Londres para morar com sua amiga Emma, era uma nova chance na vida dela de recomeçar e tentar esquecer o que passou, mas ela não sabia o que a esperava em seu novo trabalho em um escritório de Relações Publicas. É claro que foi um momento de crise para ela, mas tudo foi uma fase para que ela pudesse crescer mais, como pessoa e também como profissional.
O que eu achei?
Fazia tempo que eu não lia um romance que me deixasse muito animada e curiosa para descobrir o que viria depois. No começo da história achei que seria mais um clichê, o casal briga, eles tentam se ajeitar, o cara (apesar de tudo) é bacana e até merece que tudo se conserte entre eles. Mas então, aos poucos fui me colocando no lugar da personagem Delia e com as coisas que ela vinha descobrindo, fui percebendo que não era tão simples assim perdoar e seguir como tudo era antes. Além desse drama no relacionamento, ela estava vivendo outra situação difícil em seu trabalho, essa que a fazia questionar o seu próprio caráter, ela era colocada sempre a prova e estava no meio de pessoas falsas e superficiais, nesse ambiente realmente é difícil ser uma pessoa boa que e ainda manter o emprego. Esse livro me fez conhecer bastante essa profissão de relações publicas (ainda que por um lado bastante negativo) mas, não mostrou aos leitores nada mais das coisas absurdas que o ser humano é capaz de fazer pelo dinheiro. É um livro relativamente extenso, contem um pouco mais de 400 páginas, mas como é dividido em capítulos curtos, a leitura se torna bem rápida. Em resumo, eu gostei muito da história, gostei muito de como a personagem se descobriu e evoluiu ao longo da trama, gostei muito do desfecho e de como o que aconteceu no relacionamento dela foi abordado, apesar de ser uma situação muito complicada, a autora não impôs como se fosse regra a essa situação, o que aconteceu com a personagem. O livro promete muitas risadas, admito que não ri tanto assim, mas é um livro bastante divertido.
Livro: Não sou eu, é você.
Autora: Mhairi McFarlane
Editora: Harper Collins
Nota: 9
"Quando você me disse que ia embora, eu pensei, porque admitir qualquer uma dessas coisas? Por que ferir meu orgulho ainda mais?
Então eu me dei conta de que isso importa. Você precisava saber os sentimentos que inspirou, e eu precisava ter a coragem de dizer isso para você. Mesmo que não exista esperança de mudar alguma coisa. Mesmo que não seja reciproco. Nada disso tem a intenção, nem deveria, de fazer você se sentir culpada, a propósito. Você tem tanta escolha sobre quem ama quanto eu."
Resumo
Delia Moss trabalha como assessora de imprensa da Câmara de Vereadores de Newcastle, na casa dos trinta anos, sua vida era "normal", casa, trabalho, namorado, cachorro. Até que chegou aquele momento da vida onde tudo começa a mudar, ela havia tomado uma decisão no seu relacionamento de dez anos, que iria transformar tudo. E no trabalho, as coisas andavam complicadas devido a algumas mensagens mal intencionadas de um suposto Hacker. Em uma noite, no encontro com o seu namorado para comemorar os dez anos de relacionamento, Delia fez uma proposta que a principio pareceu não ser bem aceita por ele, no dia seguinte ela descobriu o porque. Tudo começou a desmoronar em sua vida e no seu trabalho não foi diferente, infelizmente ela não conseguiu parar o hacker e suas mensagens, então acabou sendo demitida. Ela se mudou para Londres para morar com sua amiga Emma, era uma nova chance na vida dela de recomeçar e tentar esquecer o que passou, mas ela não sabia o que a esperava em seu novo trabalho em um escritório de Relações Publicas. É claro que foi um momento de crise para ela, mas tudo foi uma fase para que ela pudesse crescer mais, como pessoa e também como profissional.
O que eu achei?
Fazia tempo que eu não lia um romance que me deixasse muito animada e curiosa para descobrir o que viria depois. No começo da história achei que seria mais um clichê, o casal briga, eles tentam se ajeitar, o cara (apesar de tudo) é bacana e até merece que tudo se conserte entre eles. Mas então, aos poucos fui me colocando no lugar da personagem Delia e com as coisas que ela vinha descobrindo, fui percebendo que não era tão simples assim perdoar e seguir como tudo era antes. Além desse drama no relacionamento, ela estava vivendo outra situação difícil em seu trabalho, essa que a fazia questionar o seu próprio caráter, ela era colocada sempre a prova e estava no meio de pessoas falsas e superficiais, nesse ambiente realmente é difícil ser uma pessoa boa que e ainda manter o emprego. Esse livro me fez conhecer bastante essa profissão de relações publicas (ainda que por um lado bastante negativo) mas, não mostrou aos leitores nada mais das coisas absurdas que o ser humano é capaz de fazer pelo dinheiro. É um livro relativamente extenso, contem um pouco mais de 400 páginas, mas como é dividido em capítulos curtos, a leitura se torna bem rápida. Em resumo, eu gostei muito da história, gostei muito de como a personagem se descobriu e evoluiu ao longo da trama, gostei muito do desfecho e de como o que aconteceu no relacionamento dela foi abordado, apesar de ser uma situação muito complicada, a autora não impôs como se fosse regra a essa situação, o que aconteceu com a personagem. O livro promete muitas risadas, admito que não ri tanto assim, mas é um livro bastante divertido.
Livro: Não sou eu, é você.
Autora: Mhairi McFarlane
Editora: Harper Collins
Nota: 9
"Quando você me disse que ia embora, eu pensei, porque admitir qualquer uma dessas coisas? Por que ferir meu orgulho ainda mais?
Então eu me dei conta de que isso importa. Você precisava saber os sentimentos que inspirou, e eu precisava ter a coragem de dizer isso para você. Mesmo que não exista esperança de mudar alguma coisa. Mesmo que não seja reciproco. Nada disso tem a intenção, nem deveria, de fazer você se sentir culpada, a propósito. Você tem tanta escolha sobre quem ama quanto eu."
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