abril 08, 2020

O Presente

Esse livro eu comprei em uma feirinha de livros no shopping, fiquei surpresa de encontrar um livro da Cecelia Ahern dentro do preço que geralmente costumo pagar nos livros, então sem pensar duas vezes o trouxe pra casa.

O presente

Uma manhã de natal, não há momento melhor para estar com a família, curtir seus filhos e abrir presentes que estão em baixo de uma enorme arvore. Tudo seria perfeito se não fosse o garoto do peru atrapalhar. Esse garoto merece mesmo uma lição, então enquanto ele aguarda a sua mãe ir busca-lo na delegacia, ele acaba por ouvir a história mais maluca que um garoto de 14 anos poderia ouvir. Lou é um homem de negócios, está sempre correndo para estar em dois lugares ao mesmo tempo, ele encontra tempo para tudo, menos para estar com a sua família.  Depois de fazer uma boa ação e ajudar um morador de rua, Lou começa a enxergar melhor como são de verdade as pessoas do seu trabalho e como as pessoas de sua família precisam mais dele em casa. Seria bom ele perceber as coisas logo porque não é realmente possível estar em dois lugares ao mesmo tempo, e de certa forma em algum momento, não estará mais em lugar nenhum.

O que eu achei?

As histórias de Cecelia Ahern sempre me surpreendem, o meu filme favorito da vida foi baseado em uma das obras dela. Sempre que leio os seus livros encontro um pouco de magia, de certa forma como alguma coisa extraordinária misturada a realidade, fico surpresa, encantada e emocionada. Nesse livro, tudo já se passa em uma época cheia de magia e mudanças, afinal é natal. Mas, precisou de um pouco mais para fazer o personagem realmente entender a importância da sua família e tudo bem por mim, se depois tudo tivesse uma explicação mais real. De fato, a história de Lou pode nos trazer uma grande lição, a importância dos momentos em família e do presente (viver o agora) sem sair desesperadamente correndo atrás do futuro.
 Achei a história um pouco confusa, muitas partes que simplesmente foram introduzidas parecendo que haveria um desfecho depois, mas não teve. Muitas explicações poderiam ter sido dadas e o fim do personagem apesar de ter sido o mesmo, poderia ter aprendido algo melhor do que simplesmente estar mais uma vez correndo para ir a algum lugar. Até para escrever sobre esse livro fica um pouco confuso. Enfim, esperava um desfecho melhor para as duas histórias, esse é o primeiro livro da autora que eu simplesmente não fiquei animada ou emocionada ao terminar.

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Nota: 6

"É o tempo, o que nunca temos em quantidade suficiente... O tempo não pode ser dado. Mas pode ser compartilhado."

abril 06, 2020

Garotas como nós

Lembro que fiquei empolgada com a sinopse desse livro, coloquei na lista de leitura e depois de algum tempo ganhei o livro. Isso faz quase 1 ano e só peguei para ler realmente agora.

Garotas como nós.

Kay é a estrela do time de futebol da escola, popular e o centro do seu grupinho de amigas. Mas, depois de uma noite onde um corpo é encontrado no lago, a sua vida muda mais uma vez. Após o ocorrido ela recebe um e-mail com um link para um site, esse que a obriga fazer coisas contra as suas amigas, ela fica sem escolhas. Para não ser acusada de assassinado Kay precisa correr contra o tempo para descobrir quem cometeu os crimes no colégio.


O que eu achei?

Como tenho passado bastante tempo em casa devido a situação que estamos vivendo no mundo, eu tenho tido muito tempo para ler, talvez essa seja a razão que eu estou lendo os livros muito rápido, não sei se necessariamente é porque o livro é muito bom. Esse livro realmente tem elementos que conseguem prender a atenção, um livro que começa com uma morte geralmente causa isso, você começa a se perguntar: quem será que matou? Será que ela se matou? Porque?. E pronto a sua atenção já esta voltada para a história. O problema acontece quando a forma como o livro é divulgada não é a mesma do tema central da história, sim tem mortes, sim tem um mistério do porque e quem causou tudo isso, mas o livro não se preocupa em desenvolver isso. Ele acaba se voltando mais para a vida particular de uma aluna e de seus problemas amorosos (que sim podem ter sido o que causou a morte) mas que no geral não fica bem estruturado. O todo não foi tão ruim, mas pecou muito nos detalhes, coisas que nesses livros de mistério e suspense precisam estar bem amarrados. Eu não imaginava do desfecho no final, porque apesar da razão da personagem fazer sentindo, o que foi passado durante a narrativa não fazia muito. Com quase quatrocentas páginas, o livro entregou o que poderia ter sido apresentado em duzentas, focou muito em problemas secundários da trama em vez de construir melhor a razão principal da história.
O livro foi divulgado como certo para pessoas que gostam de PLL ou Elite e etc. Mas, com exceção de alguns elementos como um grupo de amigas com segredos (PLL) e se passar em uma escola de alto nível (Elite) não tem mais nada em comum.

Ps: Acredito que teve um erro grave na revisão desse livro, pois durante a leitura continha palavras sem algumas das letras ou palavras grudadas. No primeiro momento, pensei: Ok pode acontecer. Só que depois o erro foi repetitivo e me incomodou bastante.

Autora: Dane Mele
Editora: Universo dos Livros
Nota: 6


abril 02, 2020

Almas Insones

Mais uma parceria incrível do Instagram, a autora me enviou o livro e eu só tenho que dizer o quanto devemos dar mais valor aos escritores nacionais e a literatura nacional. Leitura profunda e que de certa forma se encaixa exatamente com a vida de qualquer um, seja pelo histórico de perdas e dores, seja pela depressão. A lição que esse livro trás é a mais linda.

Almas Insones.

Katrina é um nome forte, mas isso não significa que a pessoa que o possui seja tão forte assim, assim como muitos outros nomes. O livro é um dialogo entre duas pessoas que lutam para conviver juntas, apesar de todas as suas dores do passado, a insistência de dever morar na mesma casa e ter que existir sabendo que mesmo que a vontade de se excluir do mundo lá fora seja imensa, ainda é preciso sair e viver. É um amor diferente, que precisa existir, mas que nem sempre temos tempo pra ele. Porque é mais fácil não querer e não sentir, não enfrentar e deixar tudo como é. Mas sorte ainda de quem se escuta, sorte de quem ainda não se perdeu tanto ao ponto de perder a si mesmo.

O que eu achei?

Comecei a leitura relutante, sabia que seria um livro rápido porque é curto, mas eu não esperava a intensidade que ele teria. É como dizem quantidade não é qualidade.
Não sei como continuar sem dar spoiler à obra, mas tudo se resume em amor próprio, dar valor ao seu próprio espaço, se cuidar e se preparar para se dar uma nova chance de enfrentar a vida que acontece fora da nossa "casa" (fora de nós mesmos) sabendo dos riscos e dores que estamos sujeitos a passar e as coisas que temos que enfrentar. Por mais que tentamos ficar longe das coisas para evitar a dor, perdemos muito tempo por não nos dar a oportunidade de viver, mesmo com todos os riscos.
Antes de escrever sobre o livro procurei algumas resenhas para tentar ver como as outras pessoas enxergaram o livro, e acho que alguns não entenderam a profundidade do que está escrito, talvez ainda não se deram a oportunidade. É um livro sensível, realista e profundo.

Escritora: J. Brandão
Editora: Independente
Nota: 10

Somos promissoras e ao mesmo tempo não somos. Talvez, esse seja o real problema. Talvez, não saibamos quem somos. Nem o que estamos fazendo aqui. Talvez, por isso sejamos iguais.
...
Amamos com intensidade porque sabemos que a vida acaba. Valorizamos relações e pessoas porque não as teremos para sempre. Mas se as tivéssemos por tanto tempo e sem chance de perda é provável que nos cansaríamos delas. E não as preservaríamos próximas com tanta intensidade.

abril 01, 2020

Agora e Para Sempre, Lara Jean.

Como já mencionei anteriormente, acho que eu tinha um certo medo de encerrar essa trilogia, eu já tinha o e-book há muito tempo, antes mesmo do primeiro filme ser lançado e simplesmente não conseguia ler, acho que estava comigo de terminar de um jeito inesperado ou que toda minha animação com os dois primeiros livros fosse jogada fora com uma reviravolta no terceiro livro. Principalmente não ter o fim que eu esperava entre Peter e Lara Jean.

Agora e Para Sempre, Lara Jean.

O relacionamento entre Kavinsky e Lara Jean continua funcionando bem, mas outras coisas na vida dela estão mudando e bem rapidamente. Eles tinham o plano de quando terminar o ensino médio irem para a mesma faculdade, é claro que Lara Jean se inscreveu em várias, mas era aquela que ela queria, perto de casa, perto de Peter. Mas é claro que mais uma vez ela teria que fazer uma escolha, teria que pensar no seu futuro, teria que se abrir mais para as oportunidades e para toda a novidade que estava acontecendo, no ultimo ano da escola, na escolha da faculdade, nas mudanças familiares dela e de Peter e no futuro dos dois.

O que eu achei?

6 dias, o total de dias que passei lendo essa trilogia, gosto desse romance adolescente cheio de duvidas, incertezas, escolhas difíceis que aparentemente custam a vida inteira, mas que ainda é jovem e dá tempo de concertar. Mesmo com medo de ler o ultimo livro, fico aliviada em dizer que chegou ao final e não me decepcionei.
Sabe aquela situação em que o livro parece ter muitas páginas para contar os detalhes e quando chega ao final fica meio corrido, tipo: então aconteceu isso aqui e pronto, fim. Isso aconteceu na leitura, uma briga intensa e depois simplesmente tudo bem, ok. E foi isso o que me deixou preocupada, faltando poucas páginas, uma grande briga, não daria para reconciliar em tão pouco tempo, assim fiquei com mais medo de saber de verdade o que aconteceu depois. Mas, fiquei aliviada. Dentro do contexto deles, das coisas que viveram, de como funcionavam no relacionamento e os personagens que eles que eram, jovens e ainda cheios de coisas para viver. O final foi bem resolvido.
Gostei muito de como Lara Jean se manteve ao longo dos três livros, ela foi o tempo inteiro ela mesma, mesmo sabendo das dificuldades que teria por não se comportar como a maioria das outras adolescentes, as vezes muito insegura e com medos desnecessários, sonhadora e um pouco cheia de fantasias demais, mas sempre agindo conforme o que ela achava que era certo ou bom para ela mesma, sem dar muito ouvidos ao que os outros achavam que ela deveria fazer, ou quem ela deveria ser para agradar. As vezes levando o que falavam em consideração, mas sem ceder.
Leitura leve, animada, empolgante e que causa vontades de comer cookies de gotas de chocolates e quem sabe tentar as habilidades criativas em fazer um scrapbook.

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Nota: 9

Ás vezes, eu queria que a gente tivesse se conhecido com vinte e sete anos. Vinte e sete parece uma boa idade para conhecer a pessoa com quem você vai passar o resto da vida. Aos vinte e sete, você ainda é jovem, mas com sorte está a caminho de ser quem você quer ser. 
Mas depois eu penso que não, eu não abriria mão de doze, treze, dezesseis, dezessete anos de vida com Peter por nada nesse mundo. Meu primeiro beijo, meu primeiro namorado de mentira, meu primeiro namorado de verdade. O primeiro garoto que comprou uma joia para mim. Stormy dizia que era o momento mais monumental de todos. Ela me disse que é assim que um garoto permite que você saiba que você é dele. Acho que conosco foi ao contrário. Foi como eu soube que ele era meu.