março 22, 2021

Anne da Ilha e de Windy Poplars


Depois que assisti a série na tv, fiquei muito empolgada para ler os livros, comprei a coleção de 7 livros para iniciar essa jornada com Anne. Mas, percebi que ler muitos livros assim pode se tornar cansativo, mesmo porque a história passa a ser um padrão. Então decidi resenhar esses dois livros juntos para ter mais sobre o que escrever.

Anne da Ilha

Anne está mais velha e em transição para uma vida com mais responsabilidades, as coisas estão mudando em Avonlea e Green Gables e surgem muitas outras situações com que ela precisa aprender a lidar. A vida já não é mais como na época da escola, seus amigos também estão crescendo e ela conhecendo muitas pessoas novas e desenvolvendo belas amizades. Anne está mais confiante de sua beleza e quase engata em um romance sério, mas descobre que seria um grande erro, seu coração já pertencia a alguem, sempre pertenceu.

Anne de Windy Poplars

Depois de passar algum tempo na faculdade, Anne vai dar aulas em Summerside e lá descobre muitas coisas sobre a vida adulta e como as pessoas lidam com as adversidades. Ela sempre com seu jeito inteligente de resolver as coisas e ajudar as pessoas, acaba fazendo diversas novas amizades e mostrando o poder que o carinho e a dedicação pode fazer pela vida das pessoas. É claro que ela se mete em muitas aventuras também, mas agora com mais idade e experiência, ela sabe lidar melhor com todas elas. Apesar da distancia, ela sempre manda diversas cartas para Gilbert e sempre o deixa informado sobre tudo. 

O que eu achei?

Estou encontrando dificuldades com a leitura desses livros com muita sequencia, geralmente a partir do quarto livro, a história passa a ficar um pouco monótona sem prender muito a atenção. Mas, eu sempre espero que melhore no próximo, afinal o motivo de eu querer ler tanto os livros da Anne é saber mais sobre o seu romance com Gilbert, eu realmente amo romance. Mesmo assim, de um modo geral sinto que quando terminar todos os livros, terá sido ótimo poder ter conhecido Anne desde que ela era uma criança até a vida adulta e todo o seu amadurecimento. Entre esses dois livros, a leitura de Anne da Ilha fluiu melhor pra mim, é o primeiro livro que mostra mais detalhes do que eu não tinha visto na série, então manteve a minha empolgação. Em Anne de Windy Poplars assumo que "li por cima" muitas partes e pulei algumas, porque eu meio que entendi a dinâmica: Anne conhece alguém problemático e que não gosta dela, a personagem mostra que ela seria uma ótima amizade e como em um passe de mágica se tornam amigos. E isso se repetiu entre diversos personagens que ela conheceu no livro, com exceção daquela que não se tornaria amiga, mas que mostraria uma lição valiosa a personagem. Windy Poplars se passa nos três anos em que Anne viveu dando aulas em Summerside, enviando todas as semanas cartas a Gilbert para lhe contar o que aconteceu em sua estadia lá. A leitura dos livros de Anne são bastante detalhadas e cheias de poesia, o que pode dificultar um pouco para um leitor que não está muito receptivo a ela, ainda mais quando se trata de uma sequencia com muitos livros. 

Personagens que mais gostei

Anne da Ilha
Minha personagem favorita nesse livro foi a Phil, apesar de saber que seria muito difícil começar ou manter uma amizade com alguém como ela, é sempre bom ter alguém animada e alto astral por perto. Além de que mesmo sendo difícil lidar com alguém sincera ao extremo, pode ser mais fácil confiar em alguém assim que você tem certeza que só lhe falara a verdade. De qualquer forma, mesmo com os dois lados da moeda, essa personagem sempre animava a leitura quando aparecia. 

Anne de Windy Poplars
Acho que não encontrei um personagem que se destacasse muito, mas fiquei muito feliz com o crescimento da Katherine, acho que foi a personagem que aproveitou mais da amizade de Anne para se desenvolver, fiquei feliz que ela deixou de ser a pessoa amarga que era para se tornar quem ela sempre almejou. 

Autora: Lucy Maud Montgomery
Editora: Ciranda Cultural

Anne da Ilha - Nota: 7
Anne de Windy Poplars: 5

março 09, 2021

Tudo que a gente sempre quis.

Um dos livros que adquiri aleatoriamente navegando pela Amazon, depois de ter ficado algum tempo na estante eu vi uma oportunidade perfeita para fazer a leitura. Esse livro representa o primeiro que li da autora e o primeiro que li participando de uma leitura coletiva, só tenho a dizer que toda a experiência de leitura foi incrível, é ótimo ter com quem conversar depois. 

Tudo que a gente sempre quis

Depois de um ótimo negócio com a venda de sua empresa de tecnologia, Nina e o seu marido conquistam uma vida financeira invejável, tornam-se membros da elite e vivem a vida da forma que sempre sonharam. Pelo menos é nisso em que Nina acreditava, até o momento em que seu filho se envolve em um escândalo na escola, devido a um trauma de seu passado, ela começa a questionar a educação que deu ao filho e o caráter dele e do marido. Prestando atenção na forma como os dois conduzem a situação, Nina percebe o grande erro que cometeu no seu casamento e na educação pouco rígida com seu filho, ele cresceu em um lar onde tinha tudo o que queria, mas não tinha limites. 

O que eu achei?

Um livro de leitura fluida e bastante envolvente, história muito real e impactante. O que mais gostei foi a forma que a autora nos deixou conhecer vários lados de uma mesma história, mostrando como o fato central impactou cada um dos personagens e a maneira como lidaram com a situação. Tudo que a gente sempre quis fala muito sobre questões na fase adolescente, o relacionamento com os pais, a necessidade de ser aceito, o impacto das ações na vida de outras pessoas, o fardo das decisões erradas, entre outros temas muito necessários.  O que me incomodou um pouco foi o final muito acelerado, estamos acompanhando a história em um ritmo e de repente a reviravolta e em seguida o fim. Apesar disso, não deixaria de recomendar o livro, gostei muita dessa minha primeira experiência lendo algo da Emily Giffin e espero ler outros livros dela em breve. 

Personagem que mais gostei. 

Meu personagem favorito nesse livro foi a Nina, apesar de desconfiar um pouco das intenções dela no inicio, achei que foi super forte em suas decisões e com certeza a que mais evoluiu em toda situação. Acredito que ela poderia ter sido mais dura como mãe, mas provavelmente ela não tinha muito o que fazer nesse sentido, então só o fato de ela se opor a qualquer atitude do filho ou do marido, já foi algo considerável. Gostei como ela se transformou e cresceu como pessoa, encontrando um foco para crescer profissionalmente e ajudar outras pessoas.

Autora: Emily Giffin

Editora: Arqueiro

Nota: 8

Ele tinha que aprender a dar valor as coisas, precisa conquistá-las. Além disso, como impor limites agora, quando praticamente não havia limites? E o mais importante de tudo: há uma diferença entre privilégio e direito adquirido.