maio 13, 2021

A Mulher na Janela

Eu já sabia a algum tempo que vai lançar a adaptação desse livro na Netflix, até tinha surgido antes uma curiosidade mas nunca tinha pegado o livro pra ler. De repente uma semana antes do dia do lançamento, decidi ler o livro e simplesmente a história me pegou e só me largou quando eu cheguei no ponto final 

A Mulher na Janela

Anna vive sozinha em sua casa e tem uma rotina definida: conferir os seus e-mails, tomar uma taça de vinho, assistir um filme antigo, tomar seus remédios, bisbilhotar seus vizinhos. Ela sabe tudo sobre todos os que moram na sua rua, o que fazem, onde trabalham, as visitas que recebem, ela vê o mundo acontecendo fora da sua casa, mas não quer mais fazer parte dele. Então as coisas mudam, novos vizinhos e algo chama a atenção dela para a nova família, um jovem educado, uma mãe divertida, um pai aparentemente nervoso. Algo está diferente, algo muito errado aconteceu, mas como fazer alguém acreditar na história de uma mulher que simplesmente passa a vida observando os outros, será que ela está falando a verdade sobre o que aconteceu, Anna é uma mulher sozinha, ela tem muitos estímulos ao seu redor e uma boa imaginação para inventar coisas, será que ela inventou tudo isso. Não é paranoia se está realmente acontecendo.

O que eu achei?

Não conseguia parar de ler e quando não estava lendo estava pensando nas possibilidades do que poderia acontecer depois. O livro é curto, a leitura é rápida porque são vários capítulos curtinhos (o sonho de qualquer leitor kkk) e a história é tão envolvente que você corre o risco de ler de uma vez só, sem perceber. Foram tantas as possibilidades que passou na minha cabeça, tantas vezes que mudei de opinião e no momento do desfecho não sobrava mais nada além de surpresa, não sei se posso dizer assim, mas a única coisa que me "decepcionou" nesse livro foi que eu não me senti preparada antes de receber a tal noticia, e então ficou uma coisa extremamente absurda pra mim no momento do choque, mas depois conforme o autor explicava e me fazia relembrar os trechos lidos antes, só pude concluir que eu havia sido manipulada, desde o inicio, desconfiando de todos e nem cogitando essa possibilidade (porque mesmo explicada e fazendo sentido depois, vamos combinar que é bem absurda mesmo, estilo aquele filme A Orfã) Mesmo assim, devo confessar que gostei muito dessa experiência de leitura, não tinha lido nada ainda desse autor e realmente gostei como ele montou toda a trama, ao mesmo tempo que dava as pistas, ocultava as coisas, te deixa livre pra decidir em quem confiar, mas ao mesmo tempo te faz duvidar da sua escolha, te faz mudar de opinião e te surpreende. Mesmo sendo um suspense é um livro muito sensível que fala sobre o luto, mesmo que esteja em um momento tão arrebatador, é preciso estar atenta a vida lá fora, mesmo que o seu mundo tenha parado, lá fora da sua casa ele continua girando e as coisas acontecendo, você não pode se esconder pra sempre. 

Escritor: A.J. Finn

Editora: Arqueiro

Nota: 9

" Estava lutando pela minha vida. Isso significa que não quero morrer. E, se não quero morrer, preciso começar a viver".

maio 12, 2021

A Última Carta de Amor

Vi que saiu algo sobre a adaptação desse livro e fiquei curiosa para ler. Desde que havia lido Como eu era antes de você, já tinha gostado da escrita da Jojo Moyes, mas não havia lido mais nada dela, então agora essa foi uma oportunidade. 

A última carta de amor 

Após um acidente Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada, não se lembra de quem ela era antes, onde morava, do que gostava, o que fazia, quem eram os seus amigos e menos ainda conseguia se lembrar de que era casada. Ela se sentia uma estranha em sua própria vida, mesmo sabendo que de alguma forma a sua memória iria voltar ela sentia que não se encaixava onde estava, ela se sentia perdida, aquela não era a sua vida. Depois de algum tempo, ela começou a investigar o seu passado, aproveitava quando estava sozinha e procurava entre as suas coisas algum indicio de quem ela tinha sido, e ela encontrou. Várias cartas apaixonadas indicavam que ela tinha sido amada por um homem que não era o seu marido, e de alguma forma mesmo ainda sem lembrar, ela sentia naquelas cartas a pessoa que ela era de verdade, e precisava descobrir quem era o autor daquelas cartas. 

O que eu achei?

Sou suspeita para falar sobre histórias de amor, eu simplesmente devoro livros de romance, esse foi mais um exemplo. O livro já não é muito grande e a leitura é leve, rápida e fluida. Por muitas vezes imaginei uma história completamente diferente, torci tanto, mas ele mostrou que a vida tem o seu próprio caminho e quem somos nós pra recusar seguir a trilha que já foi traçada. Nesse livro podemos conhecer duas histórias interligadas e um tema em comum que é abordado pela visão de personagens diferentes, apesar de não concordar com o simples "faça o que te faz feliz" (as vezes pode ser um pensamento puramente egoísta) podemos entender que as pessoas tem um motivo para tomarem certas atitudes ou decisões. Em certo momento esse livro me fez lembrar de um filme chamado "Cartas para Julieta" e eu também amo esse filme, a maneira como ele nos mostra que tempo ou distancia não interferem em nada, se foi amor, ainda é. É reconfortante saber que mesmo que ainda não somos capazes de entender o porque das coisas, elas acontecem e se encaixam exatamente da maneira como deveriam ser, mesmo que desesperadamente gostariamos que fosse de outra maneira naquele momento, as vezes simplesmente não é o momento certo, e se um dia tiver que ser, irá acontecer.

P.S. Aguardando a adaptação na Netflix dia 23 de julho.

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Nota: 8

  "Certa vez uma pessoa sábia me disse que escrever é perigoso pois nem sempre podemos garantir que nossas palavras serão lidas no espirito em que foram escritas. Portanto, vou ser direta. Desculpe-me. De verdade. Perdoe-me. Se houver algum jeito de eu poder mudar o que pensa sobre mim, preciso saber."   - Mulher para Homem, por carta.

maio 03, 2021

Relacionamentos

 


É um livro curto, menos de 200 páginas, mas que traz lições valiosas sobre relacionamentos, não só o romântico, como também relacionamento entre pais e filhos, amigos, etc. 

Ele é dividido em 15 partes que abordam lições diferentes que ensinam sobre a importância de ter Deus como base de seus relacionamentos e principalmente da sua vida. A principio pode parece que é algo simples, mas conforme o tempo passa não nos dedicamos mais a cada relacionamento como fazíamos no inicio, o livro mostra que temos que trabalhar isso para conservar os relacionamentos e também trabalhar em nós mesmos para melhorar nossas atitudes e pensamentos em cada situação conflitante.


Autores: Timothy Lane e Paul Tripp

Editora: Cultura Cristã

Nota: 8

Um coração transformado é a chave para relacionamentos saudáveis.

maio 02, 2021

Belas Adormecidas

Finalmente eu estava pronta para um outro livro do Stephen King, escolhi esse porque acreditava que tinha menos de 500 páginas e a capa sempre me chamou atenção, mas pela quantidade de paginas percebi um tempo depois que eu estava enganada, eram mais de 800. Tive que aceitar já que a leitura estava fluindo (kkk)

Belas adormecidas

A doença da Aurora atingiu cada mulher tão rápido como fechar os olhos e era exatamente isso o que acontecia primeiro com cada infectada, ela fechava os olhos e entrava em estado de sono profundo, uma espécie de casulo começava a se formar ao redor dela, o que aconteceria? porque só atingia mulheres? será que elas acabariam acordando? Com o passar dos dias cada vez mais incertezas surgiam. Mas, havia uma única mulher que não estava sendo afetada, ela dormia e acordava normalmente, e ela aparentava ter habilidades sobrenaturais. Entre as mulheres infectadas, essa mulher misteriosa e outras que tentavam se manter acordadas, haviam homens que tentavam resolver a situação da única forma que sabiam, com violência, intolerância e destruição. Talvez a Aurora seja uma nova chance para as mulheres.

O que eu achei?

Iniciei a leitura acreditando que seria um livro rápido, não me atentei que ele possuía mais de 700 páginas, mesmo assim a leitura fluiu bem, não é atoa que King tem milhares de exemplares vendidos e já escreveu inúmeros livros, ele sabe como criar uma história que prende, desperta curiosidade e sentimentos.  É bom encontrar um livro onde você se identifica com personagens, um livro que te faz refletir e se colocar na situação que o personagem está passando. O que será que você faria? Mataria, fugiria, lutaria, tentaria se manter acordada, se entregaria? 

Belas Adormecidas traz uma grande questão: o que aconteceria se todas as mulheres do mundo dormissem? O que os homens fariam, por quanto tempo eles iriam sobreviver. O livro trata muito do papel das mulheres e dos homens na sociedade e também fala sobre a violência contra a mulher, como vivemos em um mundo injusto, perigoso e machista, mas será que se tivéssemos escolha ficaríamos do outro lado da arvore? Eu acho que não, seria uma solução relativamente muito fácil para um problema muito complexo. 

A leitura te prende no inicio, tudo o que está acontecendo te faz querer buscar respostas juntamente com os personagens mas depois, mais ou menos na metade, ele se torna um pouco cansativo com tantos detalhes. Sinceramente, não gostei muito do final, os autores se utilizaram de tantas páginas para criar um clima e uma enorme expectativa que por fim me deixou ainda esperando por mais. Com certeza um livro que vale a leitura, tem uma boa história, mas se alonga mais do que o necessário. 

Autores: Owen King e Stephen King

Editora: Suma

Nota: 8

"... Amor é uma palavra perigosa quando vem de homens. Na maioria das vezes eles não querem dizer a mesma coisa que as mulheres, quando a dizem. Às vezes, eles querem dizer que matariam por amor. Às vezes, quando eles falam, não estão querendo dizer muita coisa. O que, claro, a maioria das mulheres acaba descobrindo. Algumas com resignação, muitas com sofrimento. "

abril 14, 2021

O Clube do Livro dos Homens

 

Aquele livro comédia romântica clichê que todo mundo ama ver. Fui convidada para outra LC e esse era o livro escolhido, aceitei prontamente e fiquei empolgada. Logo o grupo começou a interagir, mas ainda não fizemos a discussão sobre o livro, peguei o livro e disse a mim mesma que só leria o primeiro capitulo para saber como seria mais ou menos. E em pouco tempo depois, já tinha dado uma pausa em outro livro que estava lendo e já havia concluído essa leitura.

O Clube do Livro dos Homens

Se você descobrisse que a sua esposa esta fingindo durante a maior parte do seu relacionamento, o que você faria? Como se sentiria? Depois de uma noite que deveria ter sido muito especial, Gavin percebe algo em seu casamento, então resolve pegar as suas coisas e partir, tudo bem se afastar, mas ele realmente amava a esposa e suas filhas. Ele gostaria de consertar as coisas, mas não fazia ideia de como começar, como perdoar a esposa e perdoar a si mesmo. Ele então acaba sendo acolhido pelos amigos que lhe apresenta um club secreto, uma vez dentro, Gavin teria que cumprir as regras. 

O que eu achei?

Minha intenção era ter lido apenas um capitulo, porque a LC vai até o final do mês, mas assim que comecei a leitura percebi que ela era muito fluida, era como assistir a um filme de comédia romântica e eu realmente amo o gênero. Com mais de trezentas paginas a leitura é muito fluida, leve e divertida, para quem gosta do gênero é praticamente impossível parar. O livro é um enorme clichê, desde os personagens, o enredo e até mesmo o que esperar do final, mas vamos admitir que os clichês ganham nosso coração, amamos esse tal de O GRANDE MOMENTO, a tal da hora da virada. 

Achei muito legal nesse livro como a escritora colocou homens com uma vontade imensa de se esforçar de verdade para entender o ponto de vista feminino, mas em algumas partes senti os personagens meio fora de seus próprios papéis. No geral, fiquei muito feliz com o casal principal, como eles se adaptaram para aprender a ouvir, entender o outro e amadurecer o relacionamento. 

Autora: Lyssa Kay Adams

Editora: Arqueiro 

Nota: 8

"Os homens são uns idiotas. Ficamos reclamando que as mulheres são misteriosas e tal e que não temos como saber o que elas querem... E, com isso, destruímos relacionamentos, porque nos convencemos de que é difícil demais entender nossas parceiras. Mas o problema na verdade somos nós. Achamos que não devemos sentir coisas, chorar e nos expressar... E esperamos que as mulheres façam todo o trabalho emocional. Daí, quando elas desistem, ficamos sem entender por quê"