março 22, 2017

Quarteto de Noivas

Acertei na escolha quando decidi comprar o box dos livros Quarteto de Noivas, como já expliquei geralmente compro os livros pelo titulo e pela capa, ou simplesmente por ser de um autor que já gosto, porém foi a primeira vez que li algo da Nora Roberts. E espero ler mais, pois não foi uma leitura cansativa e sim bastante interessante que me envolveu completamente nesse mundo dos casamentos e até pensei em entrar nesse tipo de negócio, porque é realmente incrível demais cada detalhe que existe nos bastidores. Antes de ler eu imaginava superficialmente a história e quando vi como era na verdade, fiquei encantada.

A empresa de casamento "Votos" é dirigida por quatro amigas, cada uma delas ganha um livro individual para contar a história de suas vidas até o momento do seu grande dia, ou até o momento do famoso pedido. Cada livro nos faz conhecer particularmente cada uma e também conta detalhes de como conheceram seus respectivos amores, os seus primeiros encontros e também as dificuldades que enfrentaram para chegar ao momento do próximo grande passo de suas vidas. 
O livro Álbum de Casamento conta a história de Mackensie Elliot a fotógrafa da Votos, nele explica o inicio da empresa e da amizade das quatro garotas, além de contar com detalhes como ela desenvolveu essa paixão por fotografia e por um certo tal de Carter Maguire. 
O livro Mar de Rosas nos faz conhecer Emmaline Grant a decoradora da Votos, ela é de uma alegria contagiosa e tão romântica, não é por acaso que lida com essa parte da empresa e faz isso com muito amor, afinal, só ela consegue transformar o ambiente de uma tarde de outono para um jardim na primavera em poucos minutos. (Foi o livro que li mais rápido, talvez o que eu tenha gostado mais)
Agora chegamos ao livro Bem-Casados e foi a vez de conhecer a doceira Laurel McBane e não teve  mesmo como não se emocionar com essa história e nem deixar a vontade de comer bolo de lado, os detalhes do seu trabalho descritos no livro é tão maravilhoso, cada casamento, um bolo especial e tantos recheios que eu nem imaginaria que existisse ou pensaria que seriam bom para bolos, ela como todas as outras amigas teve que lutar para conseguir realizar os seus sonhos. 
E enfim chegamos ao Felizes para Sempre e conhecemos com mais detalhes a Parker Brown, administradora, organizadora, faz-tudo, eficiência em pessoa, sabe-tudo, inteligente e tudo mais. Queria eu ter uma vida organizada como a dela, um closet cheio de sapatos e roupas organizadas por cor, mas até mesmo para ela, a vida reservou grandes surpresas que não estavam detalhadas em sua agenda. 

Com essa dinâmica que entendi depois de quase terminar o primeiro livro: quarteto de noivas, quatro amigas, quatro livros. Eu deveria saber, mas não sabia e toda a história me surpreendeu. Gostei de conhecer as quatro amigas mas acho que o ultimo livro poderia ter sido um pouco maior, para dar tempo de contar com detalhes o que aconteceu depois (não quero das spoiler, mas eu gostaria mesmo de ter visto mais, sabe tipo detalhes de mais casamentos, se é que me entendem)

Livro: Álbum de Casamento (Quarteto de Noivas - Livro 1)
Escritor(a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
"...O amor assusta e, às vezes, é passageiro. Mas vale a pena correr os riscos e ficar nervosa. Até se machucar vale a pena..." pág 155.

Livro: Mar de Rosas (Quarteto de Noivas - Livro 2)
Escritor(a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
"... O amor pode ferrar bastante com você antes que descubra como conviver com ele..." pág 275.

Livro: Bem-casados (Quarteto de Noivas - Livro 3)
Escritor(a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
"... Acreditava totalmente que cada pessoa, cada coração, tinha um complemento. Um par. Alguém certo para ela. Sempre acreditara nisso..." pág 186.

Livro: Felizes para Sempre (Quarteto de Noivas - Livro 4)
Escritor(a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
"... Apaixonados, pensou. Na mesma frequência. Prontos para começar uma vida juntos, como um casal, como amantes, como amigos e companheiros. Para caminhar juntos tornando real o felizes para sempre. E isso, admitiu, era o que ela própria sempre quisera..." pág 255


março 21, 2017

Loney

Acredito que as estórias de cada livro tem o poder de nos atingir especificamente dependendo do dia ou da fase da vida em que estamos vivendo. Estou dizendo que talvez em algum outro momento em que vier a ler Loney novamente, eu possa ter uma nova interpretação e uma nova visão sobre ele. Mas, apesar de tentar fugir da expectativa, acabou que o livro não foi o que eu esperava. É fato que o marketing criado para ele foi errado, criando nos leitores uma expectativa enorme para uma estória que na verdade era mais amena, nos levaram para um caminho que na verdade no livro é outro completamente diferente.
O tema principal desse livro é a religião, apresentando na narrativa dois lados muito diferentes e distintos, chegando a entrar em conflito, afinal o milagre que aconteceu foi por conta da fé inabalável de uma mãe que gostaria que seu filho fosse curado, ou por outro lado aconteceu através de um ritual mistico. Loney é uma leitura lenta, onde a narrativa demora um pouco para ganhar forma e alcançar o clímax  e quando finalmente chegamos lá, parece que fica algo inacabado ou mal explicado. É perfeitamente possível entender o que acontece na vida dos dois irmãos personagens principais do livro, mas alguns dos outros personagens parecem estar meio perdidos e suas histórias são dispensáveis para compor toda a estória principal que é descrita no livro.
Enfim, eu gosto de ler, independente o que seja, acho que de qualquer forma é possível aprender alguma coisa, mas Loney decepcionou um pouco pelo tipo de estória que eu estava esperando, só devo acrescentar que a capa desse livro é maravilhosa.

Livro: Loney
Escritor(a): Andrew Michael Hurley
Editora: Intrínseca.
(Igualdade. Era risível. Aquilo não tinha nada de igualdade. Não de acordo com o que ele entendia da palavra. Somente aos olhos de Deus havia pessoas iguais. Aos olhos de Deus toda pessoa tinha a mesma oportunidade de ser recompensada com a paz eterna, mesmo os pecadores mais inveterados. Todos poderiam trilhar juntos o mesmo caminho, bastava apenas que as pessoas do Outro Mundo se arrependessem. Mas elas jamais fariam isso.) - pág 277.


março 20, 2017

O mundo do textão

Vocês já notaram isso né, eu não sei qual portal se abriu, mas que o mundo do textão invadiu o mundo online e também o mundo real, é um fato. Vou começar falando sobre como isso inspira as pessoas, parece um vírus, uma doença, seja o que for, mas que passa de uma pessoa para outra. E tudo isso começa com um texto, não um texto qualquer, um texto que esboça algum tipo de opinião, ou não né porque hoje em dia é muito incrível a capacidade que as pessoas desenvolveram de ter opinião para tudo e o prazer de discordar de alguém, pela simples razão de poder se sentir superior, ou inteligente, ou cool, ou qualquer coisa.

O processo do mundo do textão começa assim: um ser humano está aparentemente vivendo sua vida quando uma ideia lhe surge a cabeça, e não sendo o bastante apenas refletir para si mesmo sobre o assunto, esse mesmo ser humano decide expor ao mundo o que pensa e então escreve um texto, cheio de opiniões, desabafos, conclusões sem embasamento, entre outras coisas e (não esqueça dessa parte que é muito importante) posta em uma rede social (principalmente Facebook). Com isso, simplesmente assim, o portal está aberto.

Outros seres humanos que estavam apenas respirando e vivendo suas vidas, acabam lendo aquilo e seus dedos começam a coçar para debater ou expor sua opinião sobre aquilo também e então surge outro texto, depois outro, mais outro, mais um e mais outro. De repente, o assunto que começou falando sobre “amor” já está discutindo a “sociedade machista, feminista, radialista, consumista, taxista, modernista” e perde todo sentido. Parece que as pessoas simplesmente pararam de pensar, mas qual o problema de alguém escrever um textão? Nenhum. Afinal, eu estou escrevendo um agora, exatamente para questionar isso de escrever textão. Mas, o ponto que quero chegar, é que não há problema nenhum em escrever ou expor sua opinião, mas se ela não vai acrescentar em nada a vida do outro, só vai causar discórdia, discussão sem razão, e outras coisas negativas, para que afinal você vai encher as redes sociais disso? Nesse caso, nos poupe e faça um blog.




março 19, 2017

Sonhos

Os sonhos nos deixam com várias dúvidas sobre o que realmente acontece quando dormimos tão profundamente, ou não. Algumas pessoas dizem que os sonhos têm um significado especial, o que temos certeza é que alguns sonhos parecem tão reais que no momento em que acordamos é difícil saber se é a realidade ou ainda estamos sonhando.

Lembro que uma vez estava em uma aula de filosofia e o professor nos fez o seguinte questionamento: “Como vocês sabem se agora estão acordados ou se estão sonhando? ”. Boa pergunta. Eu comecei a pensar a respeito e eu sabia que mesmo que eu conseguisse chegar a uma conclusão que fosse aceitável para mim, no fundo eu ainda teria muitas dúvidas.  Então ele deu a resposta: “Nós sabemos que estamos acordados, porque estamos pensando”. Legal, ele esclareceu muito, isso que ele disse faz sentido e ao mesmo tempo não faz. 

Fiz algumas pesquisas e fiquei sabendo que sonhamos no 5º estágio do sono, onde entramos na fase do sono REM, é um estágio bem profundo do sono e pode acontecer umas 6 vezes por noite. Algumas pessoas dizem que os sonhos servem para organizar as informações que absorvemos durante o dia, outras sonham com aquilo que as incomoda (uma forma de enfrentar suas dificuldades) e outras interpretam como sinais sobre algo que ainda vai acontecer, mas de fato seja o que for é um grande mistério.

Muitas vezes, assim que acordamos nos esquecemos daquilo que sonhamos, as vezes somos capazes de lembrar por alguns minutos, mas ao longo do dia esquecemos completamente. Eu já tive vários sonhos assim, quando acordei repassei o que havia acabado de sonhar e algum tempo depois, não lembrava de nada. Mas tem uns sonhos que eu lembro, mesmo que já tenha se passado muitos dias.

O que me faz refletir muito sobre esse assunto, são três coisas em particular:

      1) Quando sonho algo que eu sei que já sonhei antes, sabe aquela sensação de Déjà vu? Algumas vezes tive esse mesmo sonho, quando acordo tenho certeza que já o tive, mas não lembro absolutamente nada sobre ele, só tenho a certeza de que já aconteceu antes. Pode ser só impressão, mas pode não ser. É algo muito estranho.

      2)  Quando sonho com pessoas desconhecidas. Já ouvi dizer que de fato já vimos essas pessoas que aparece em nossos sonhos, mas foi em fração de segundos, por isso achamos que nunca a vimos. Mas, isso não me convence muito não. Então fico naquela entre acreditar que já vi essa pessoa, mas não a reconheço em sonho e entre encontrar uma explicação para o meu cérebro me apresentar uma pessoa que nunca vi e ela ser somente fruto da minha imaginação (acho que não né, não sei)

3)  Quando sonho com algo que acontece na vida real. Já aconteceu muitas vezes comigo e eu admito que cheguei a ficar boquiaberta, durante a noite sonhei que algo havia acontecido em relação a alguém ou a alguma coisa, e quando acordei durante o dia, ou até alguns dias depois, essa coisa que sonhei acabou por acontecer de verdade. 
      Exemplo: uma vez sonhei que uma pessoa que não conversava mais comigo havia me mandando uma mensagem e quando acordei mais tarde naquele mesmo dia, a pessoa que eu havia sonhado realmente me enviou uma mensagem.               
      Parece um exemplo meio bobo, mas aconteceu de verdade e não foi apenas uma vez. Pode ser só coincidência, mas pode não ser.

É um tema bastante complexo que pode nos levar para vários outros questionamentos, só nesses levantados acima, ou o porquê sonhamos certas coisas, temos também os nossos queridos pesadelos e muitas outras dúvidas.


E vocês? O que pensam sobre esse assunto?

março 18, 2017

Um tema bom

Fiquei esperando vir a minha cabeça um tema que seja realmente bom para começar, tantos assuntos interessantes, devo começar falando sobre mim? Contar uma história? Posso falar sobre qualquer coisa, qualquer tema, qualquer assunto. Mas, resolvi não falar sobre nada e apenas escrever uma introdução, quem sabe assim essa pressão do primeiro assunto impactante e chamativo vai embora e me deixa mais livre para realmente escrever sobre o que eu quero, ou sobre o que eu gosto.

 Indiretamente posso acabar entrando em algum tema bom aqui, por exemplo, posso começar a falar que talvez algumas pessoas não funcionam bem sobre pressão, talvez eu não encontre um bom tema assim, mas com a introdução disso eu de fato comece a escreve e pare de deixar para amanhã aquilo que eu já deveria ter feito desde ontem e continuado hoje. Então, posso começar a falar como se fosse um bom tema que não devemos deixar para amanhã aquilo que devemos fazer hoje, pois o amanhã é desconhecido e é melhor saber onde estamos nos metendo. Talvez esse seja o tema, não nos intrometer na vida das pessoas.


Ou o primeiro e definitivamente tema bom, pode ser que a mente humana é uma bagunça, muitos assuntos, muitas palavras, muitos sons, gestos, rostos, pessoas, números, cores, imagens. Sorte de quem sabe organizar, ou não. Talvez ainda não seja um tema realmente bom. 

março 17, 2017

Quando tudo volta

Já perceberam como as pessoas se esquecem tão rapidamente das coisas quando é algo que não lhes interessam? Quanto ao fato de um garoto desaparecer de uma pequena cidade, todos ficam curiosos, preocupados, criam teorias, tentam ajudar a família e depois que os dias passam e o assunto vira uma sombra no passado, quem vai se lembrar do sofrimento de alguém, não é mesmo? Ainda mais quando um assunto muito banal, mas que é julgado muito interessante surge como novidade, é realmente muito estranho algo tão pequeno ter uma importância maior do que a vida de um ser humano. Mas as pessoas são assim, fingem o tempo inteiro, demonstram preocupação umas com as outras, querem saber tudo o que acontece, querem fingir ajudar, só que no fundo elas só se importam com aquilo que lhes interessa de verdade, seja o tamanho que for, seja o que for e quem for. As pessoas só se preocupam de verdade com aquilo que pode lhes trazer algum benefício, caso contrário esqueça, não tem “amigos”, colegas, bons vizinhos, não tem ninguém. E por outro lado, as pessoas também buscam incansavelmente algo em que possam acreditar, algo que faça sentindo ter esperança, sempre procuram uma saída para suas vidas paradas e cansadas. As vezes um simples pássaro, uma fé irracional em algo sem sentido, uma escolha errada ou o que for, tudo isso coloca uma cidade inteira diante de um mundo inteiro que não se importa, seja com a tristeza do outro ou com a alegria, o que vale mesmo é o pequeno grupo de pessoas que se importam de verdade, aqueles que não importa o tempo que demore, estarão em pé olhando pela janela com esperanças de alguém voltar e tudo mudar.

Livro: Quando Tudo Volta
Escritor: John Corey Whaley
Editora: Novo Conceito
(O Dr. Webb diz que a vida é cheia de complicações e confusões, e que os seres humanos costumam ter dificuldade para enfrentá-la [...] A vida, segundo ele, não precisa ser tão ruim o tempo todo. Não precisamos nos sentir tão ansiosos com tudo. Podemos simplesmente viver. Podemos nos levantar, prever que o dia terá alguns momentos  bons e alguns momentos ruins, e então aceitar esse fato. Aceitar tudo e lidar com as coisas da melhor maneira [...] Quando perguntei a ele sobre o sentido da vida, o Dr. Webb ficou calado e me disse que a vida tem um único sentido, que ela só tem o sentido que cada um de nós dá a ela.)