Vamos continuar nessa pegada do Nicholas Sparks, porque comigo é assim, começou a ler um livro dele, já pega a sequência até finalizar. Esse é o livro dele que faltava para que eu pudesse dizer que já li todos os livros que ele já escreveu (pelo menos eu acho que já li todos, depois vou pesquisar pra ter certeza). Mas, não vou ficar aqui falando de como gosto dos livros do Nicholas Sparks, vamos logo ao que interessa.
Dois a Dois.
O livro conta a história de Russ e se tivesse que dizer tudo em apenas poucas palavras diria que ele teve um ano muito difícil, um ano que com certeza mudou sua vida inteira.
A história começa com ele enfrentando problemas no seu trabalho, e com isso decide abrir sua própria empresa, uma agência de publicidade, mas o que Russ não sabia era que além das dificuldades normais de se abrir um novo negócio, ele iria também começar a passar por dificuldades em seu casamento com Vivian. Aos poucos com todos esse problemas e mais um (que tem aquele toque bem de livro do Nicholas Sparks) Russ começa a se descobrir como pessoa, aprende a lidar com diversas situações que até em pouco tempo eram inéditas em sua vida, ele se vê obrigado a lidar com a agenda de trabalho, divórcio, tarefas de casa, cuidar da filha e estar disponível para sua família, tudo de uma vez só. Mas, no meio disso tudo, Emily uma antiga amiga reaparece em sua vida e o ajuda a tornar tudo isso mais leve, uma verdadeira ajuda em meio ao caos.
O que eu achei?
É uma história um pouco diferente também daquelas que estamos acostumadas a ler do Nicholas Sparks, mas mesmo assim, é possível encontrar suas características em cada detalhe da história. Em vez de logo de inicio apresentar um casal se conhecendo, saindo, se reencontrando, o autor apresenta uma história onde podemos imaginar que seria de um casamento que passou por uma grande crise, mas que depois iria se recuperar. Afinal, na minha maneira de pensar, se chegamos ao ponto de nos casar com alguém, no minimo temos que estar dispostos a lutar por esse casamento até o fim, até quando tudo se esgotar, não tiver mais nenhuma opção, e não simplesmente descartar. Concordo com a posição do autor, onde ele apresenta que as pessoas simplesmente são assim, uma hora estão felizes e no momento seguinte elas mudam e não estão mais, ou sempre foram infelizes e não sabiam mostrar isso ao parceiro, enfim. Só acho que ele deveria ter dado um desfecho melhor a toda essa situação, afinal ele inicia a história com esse ponto chave e no final ele a muda para um outro acontecimento mais forte na vida do personagem. Sabe, faltou aquela conversa entre o casal do porque tudo chegou ao ponto em que chegou, porque ela não era feliz com ele e tudo mais. Nós chegamos a conhecer os porquês da história, mas parece que não teve essa interação dos personagens, realmente buscando suas respostas. O livro é bem construído e todas as pontas da história se unem no desfecho final, não podemos dizer que tudo fica perfeitamente bem, mas as coisas melhoram muito para o personagem principal. É com certeza um livro emocionante, apesar de eu não ter chorado (derramei algumas poucas lágrimas, mas o autor já chegou a me causar emoções mais profundas em outros livros kk) definitivamente não tem como não se emocionar quando ele vai e causa alguma dor muito profunda com um assunto tão sério na vida do personagem. Acho que os livros também nos impactam de formas diferentes, dependendo da época de nossas vidas que os lemos, se é um tema que nos identificamos mais, vamos nos sentir mais mexidos com a história ( não chorei muito, mas a história mexeu muito comigo, em vários aspectos). É um livro com alguns temas um tanto quanto polêmicos também, que não irei comentar em detalhes.
Enfim, gostei do livro, uma leitura que começa leve e depois te prende demais e acaba de repente, ou seja, é mais um livro recheado do bom Nicholas Sparks e suas narrativas de doenças, tragédias e romances.
Livro: Dois a Dois.
Escritor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro.
"...acabei me dando conta de que o cerne do verdadeiro amor é a aceitação, não o julgamento. Ser aceito inteiramente pelo outro, mesmo nos seus momentos de maior fraqueza, significa enfim alcançar a tranquilidade..." - Pág.493.

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