setembro 04, 2017

Desventuras em série / A sala dos répteis

Desde criança eu tento ler esses livros, mas até o momento só possuía os 2 primeiros, recentemente que alguém muito incrível  me deu de presente o box. Então finalmente posso ler a continuação da história dos irmãos Baudelaire. Acho que se você chegou aqui é porque tem a certeza de que realmente quer continuar a saber sobre essa história triste, então posso te dizer que não vou te deixar na mão, mas sempre é tempo de desistir e ir ler uma história diferente, uma história que seja feliz, agora se quer mesmo continuar, então vamos lá.

A sala dos répteis

Depois de tudo que os irmãos Baudelaire passaram na casa do conde Olaf, eles foram enviados para um novo lar e foi assim que conheceram o maravilhoso tio tio Monty. ( não foi um erro meu, se você ler o livro irá entender). As crianças acharam que finalmente conseguiriam ter um pouco de paz e tranquilidade, elas estavam realmente empolgadas com o seu novo tutor e tudo o que ele lhes ensinava, afinal quanto mais perigoso parecer, mais as crianças vão se interessar, afinal na idade de descobrir o mundo, crianças gostam mesmo de aventuras. Eu digo tudo isso porque o tio Monty é um membro da sociedade herpetológica, ou seja, ele tem uma sala cheia de répteis em sua casa, e ele conhece cada um deles, além de ter uma enorme biblioteca também, coisas que encantaram muito as crianças. Elas mal podiam acreditar, coitadinhas, que em breve suas vidas iriam mudar de novo. E porque? Apenas lhes digo um nome: conde Olaf. Agora se vocês quiserem saber o resto, devem mesmo ir ler o livro, ou ver a série. 

Livro: A sala dos répteis (Desventuras em série)
Escritor(a): Lemony Snicket
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Para Beatrice - Meu amor por você viverá para sempre. 
Você não teve a mesma sorte.

setembro 03, 2017

Desventuras em série / Mau Começo

Olááá pessoas! Apesar de parecer, eu não sumi. Estava esse tempo sem postar porque acreditava que seria capaz de ler os 13 livros de desventuras em série bem rapidinho e fazer um post só dessa maravilha, mas eu não sou capaz de ler tão rápido e também ficaria um post gigantesco, afinal é uma história bem longa. E também os irmãos Baudelaire merecem uma sequência né? Seria uma falta de respeito eles passarem tantas dificuldades e de uma forma insensível e impensada juntar a história deles como se fosse uma coisinha simples de nada.
Peço licença ao senhor Lemony Snicket, mas precisarei usar suas palavras, se você gosta de histórias felizes, sobre crianças felizes que vivem suas vidas de criança sem nenhuma preocupação, procure outra coisa para ler, nesse blog mesmo existem outros livros com histórias mais felizes, menos complicadas e que vão te fazer sentir melhor. Mas, se você prefere mesmo conhecer a história dos irmãos Baudelaire, fique aqui mesmo, só não reclame depois, você foi avisado.

Mau começo

É o primeiro livro da sequencia  que conta a história dos irmãos Baudelaire, escrito por Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler).  O livro começa com um dia normal na vida dos irmãos, eles estão na praia, cada um fazendo a atividade que mais lhe agrada: lendo, mordendo, inventando. Até que uma figura surge na praia deserta trazendo aos irmãos a noticia que mudaria suas vidas para sempre. Violet, Sunny e Klaus são obrigados a mudar para a casa de um completo estranho, esse que diz ser conhecido de seus pais, mas que os irmãos nunca tinham visto. O livro conta como foram os dias que as crianças passaram na casa desse tutor, o conde Olaf, e como descobriram seus planos para tomar deles aquilo que lhes eram de direito. Ainda bem que os irmãos são crianças inteligentes, porque eles precisarão usar suas forças e habilidades para continuar fugindo dos problemas que vão surgir em suas vidas. O melhor desses livros é que o narrador faz parte da história, de certa forma parece que ele está próximo das crianças, observando tudo o que está acontecendo e contando tudo para nós, isso definitivamente torna tudo mais empolgante de ler.

Então, a história dos irmãos Baudelaire não acaba ai, está apenas começando, mas os livros são tão rapidinhos de ler que apenas isso dá como um bom resumo do que aconteceu de inicio, o resto iremos saber nos próximos posts, espero que continuem lendo!

Ps: Se você tem Netflix, você deve saber que lá tem a série desses livros, até o momento ela apresentou até o livro 4. Devo dizer que indico muito essa série, achei bem fiel aos livros e aos personagens, vale a pena ver também.

Livro: Mau Começo (Desventuras em série)
Escritor(a): Lemony Snicket
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Para Beatrice - querida, adorada, morta. 

agosto 06, 2017

Caixa de pássaros

Esse livro estava na minha lista há algum tempo, mas eu não tinha muita curiosidade. Não sabia do que se tratava e apesar de gostar muito de suspense e temas assim, eu me prendo mais a livros de romance. Mas, durante essa semana, essa curiosidade bateu, e foi forte. Li em dois dias, e acredito que isso é um fator indicativo de que é um bom livro, um livro que te prende, te faz querer chegar logo ao fim para saber o que acontece, ou o que aconteceu, mas quando chega lá não foi exatamente o que eu esperava.

No livro, Malorie a personagem central da história, enfrenta diversas dificuldades em um mundo novo, com duas crianças pequenas. Tudo começou com uma dessas noticias virais na internet, um surto estava fazendo com que as pessoas enlouquecessem e por conta disso acabavam matando outras ou a si mesmas. No inicio pareciam casos isolados, mas aos poucos foi tomando uma grande proporção, Malorie passou de cética para precavida, começou também a cobrir as janelas e proteger os olhos quando saia na rua. Por quê? Essa epidemia era provocada por algo que as pessoas viam, essa coisa, pessoa, animal, objeto, ou sei lá o que, estava solta lá fora e o contato visual fazia as pessoas serem tomadas por uma especie de surto psicótico. Malorie sai de casa em busca de ajuda e acaba sendo acolhida em uma casa com diversas pessoas diferentes, esquemas de sobrevivência e convívio são montados e eles conseguem viver bem por algum tempo, até o problema chegar até eles. Então, a personagem se vê sozinha com a responsabilidade de criar duas crianças e ensiná-las a não enxergar, até o momento em que isso fica insustentável e ela cria coragem para sair dessa casa e buscar ajuda em um novo local seguro. A maior parte do livro se passa durante o caminho até esse novo lugar, e é contado em dois momentos simultaneamente. Cria-se uma grande expectativa em saber o que é, ou quem é esse ser que está causando tudo isso, mas quando chegamos ao final...

Bom, não vou dar spoiler da história assim, apenas vou dizer que também sou uma leitora do tipo que gosta de finais abertos, mas não tanto, quando o escritor gera tanta expectativa em mostrar o foco do problema e depois não revela, deixa um pouco a desejar. Já li outros livros com finais assim e foram perfeitos, mas esse talvez por essa razão não gostei tanto do final, mas não posso dizer que é uma  história ruim, pelo contrário, ela te prende até você querer entrar no livro e saber o que de fato aconteceu, ou o que aconteceria depois.

Livro: Caixa de pássaros
Escritor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
O HOMEM É A CRIATURA QUE ELE TEME 
"...A frase, a frase de Gary, apenas oito palavras, a acompanhou desde a noite em que a leu no porão. E não é verdade? Quando ela ouvia um galho se quebrar por meio dos amplificadores que foi buscar com ajuda de Victor, quando ouvia passos no gramado, do que tinha mais medo? De um animal? De uma criatura? Ou de um homem?..." - pág 160.

julho 31, 2017

O Fantasma da Ópera

Logo de inicio me sinto na obrigação de avisar que essa será uma resenha longa, porque sinceramente essa história é o meu amorzinho da vida. Mas, para ajudar quem não gosta de ler muita coisa, vou tentar dividir esse post em subtítulos, assim você pode ler a parte que mais lhe interessar. Assisti ao filme pela primeira vez em 2005 e desde então me apaixonei pela história, pelas músicas, e por cada detalhe, mas foi recentemente que adquiri o livro e agora ele é o meu favorito da estante, comprei o bilíngue em francês e português, porque né, livro de capa dura e lindo assim, não podia deixar passar.

Pelo fato de ser uma história de muitos anos, já existiram inúmeras versões, para a televisão, o teatro, e também musical. Ainda não tive a oportunidade de ir em um musical dessa obra, quem sabe um dia. Por enquanto, alimento minha paixão com esse livro maravilhoso e com o filme que já vi mais de vinte vezes e não me canso jamais.

O Livro.

É uma obra tão maravilhosa que foi publicada pela primeira vez em forma de livro em 1910, e hoje mesmo depois de mais de 100 anos, ainda é muito conhecida pelo mundo todo.
Escrito por Gaston Leroux, com uma incrível combinação de romance e suspense, o livro conta a história de uma figura misteriosa que vive no subterrâneo do teatro de Paris. O autor narra a história como uma investigação, onde ele esta em busca de testemunhas que sejam capazes de atestar a existência do fantasma, pessoas que o viram ou que tiveram algum tipo de contato com ele. A leitura fica um pouco cansativa por conta da linguagem utilizada, exemplo: " ...vós podeis vos retirar..." ou "... o que vos força a voltar...". Não estamos mais tão acostumados com esse uso, mas isso não interfere de forma alguma na compreensão do romance.  Aos poucos a história vai ganhando forma e podemos conhecer mais sobre esse ser misterioso, o porque ele se esconde do dia, porque causa tanto medo nas pessoas. E conhecemos outros personagens principais também, como: o visconde Raoul de Chagny, amigo de infância da mocinha que acaba se apaixonando por ela quando se reencontram em uma das apresentações no teatro, ele é um jovem mimado que no livro fica choramingando o tempo inteiro e só é capaz de tomar alguma atitude racional quando recebe a ajuda do Persa (outro personagem) e Christine Daaé a tal da mocinha, aprendiz do Anjo da Música, que passa a maior parte do livro iludindo os dois e essas coisas (Estou tentando ser imparcial, mas de fato meu personagem preferido é o fantasma, afinal sem ele, seria apenas mais um casalzinho sem emoção)



O Filme.

Lançado em 2004, o filme baseado na obra de Gaston Leroux é dirigido por Joel Schumacher e produzido por Andrew Lloyd Webber, ele é no formato de musical com aproximadamente duas horas e meia, que contam brevemente os detalhes que estão no livro. Como o Fantasma da Ópera, o ator escocês Gerard Butler (esse ai da foto ao lado do DVD, ele é uma das grandes razões por eu gostar tanto desse filme) como Christine Daaé Emmy Rossum e como Raoul de Chagny o ator Patrick Wilson. Achei uma obra maravilhosa desde as músicas, o figurino, o cenário, o elenco (claro que quem não gosta do tipo musical, vai achar super chato, porque de fato cantam mesmo o tempo inteiro). Enfim, depois de tanto tempo conseguiram reunir o melhor do livro e do musical, houveram muitas criticas é claro, mas o filme teve 3 indicações ao Oscar, o de melhor direção de arte, o de melhor direção de fotografia e o de melhor música.

Preciso falar sobre Érik.

Agora vamos tratar do personagem principal, Érik, o fantasma da ópera. Ele é um gênio como já mencionei, mora no subterrâneo do teatro que é cheio de passagens e portas secretas, onde com certeza só ele conhece, só ele sabe como abrir e como fechar as portas, e o faz na hora e da maneira como bem entende. Rejeitado  pelos pais na infância, por conta de sua deformação no rosto, sua primeira peça de roupa foi uma máscara que ele usa para tentar esconder aquilo que mais assusta, e também para tentar parecer mais apresentável diante das pessoas, isso se ele por alguma razão chegue a ficar frente a frente com alguém, porque na realidade o seu lugar, onde fica realmente a vontade é na escuridão e sozinho. Ele é incrível em tudo o que faz, é um mágico habilidoso, um artista singular, um arquiteto avançado para a época, possui uma voz envolvente e afinada, um mestre na música, ele realmente desenvolveu vários dons durante o tempo que passou sozinho, escondendo-se das pessoas. E então ele se apaixona por Christine, e se aproxima dela através da musica, como um professor. Até o momento em que ele descobre que ela está apaixonada por outro e trava uma guerra contra eles, sequestra a moça e mostra a ela como é a sua vida solitária. Assistindo ao filme, ou lendo ao livro, é difícil não se apaixonar por Érik, apesar de ser um personagem terrível, ficamos o tempo todo com uma mistura de sentimentos. Sentimos a dor dele por amar tanto alguém e saber que nunca será correspondido, a dor por ter sido sempre rejeitado, um destino que ele não pôde escolher, simplesmente teve que aprender a conviver. Vamos do medo a compaixão, é uma história muito intensa, onde podemos conhecer a que ponto uma pessoa é capaz de chegar se não for amada de verdade. Ele se mostra ruim o tempo todo, mas eu vejo como uma forma de defesa, afinal o mundo por si só já é muito cruel e ainda mais com aqueles que são diferentes. Por fim, Érik queria apenas que por um momento na sua vida, um único momento,  alguém fosse capaz de o tratar como um ser humano, que tivesse compaixão dele, e fosse capaz de beijá-lo ou chorar com ele, sentindo sua dor por ser quem ele era.

Livro: O Fantasma da Ópera.
Escritor(a): Gaston Leroux
Ano: 1910
Editora: Landmark
"... Ó, daroga, eu senti as lágrimas dela correndo sobre a minha fronte! A minha fronte! A minha fronte! Elas eram quentes... eram doces! Espalharam-se por toda a minha máscara, as lágrimas dela! Elas se misturavam com as minhas lágrimas, em meus olhos!... elas corriam até a minha boca... Ah, as lágrimas dela, em cima de mim! Escute, daroga, escute o que eu fiz... Arranquei a minha máscara para não perder nenhuma de suas lágrimas... E ela não fugiu!... E ela não morreu! Ela continuou viva, chorando... sobre mim... ao meu lado... Nós choramos juntos! Deus do céu! Vós me destes toda a felicidade do mundo!..." pág 445 (livro bilíngue francês/português)


... And do I dream again?
For now, I find
The phantom of the opera is there
Inside my mind...

junho 29, 2017

Eu estou pensando em acabar com tudo

Geralmente quando termino de ler algum livro, mesmo que eu não o tenha entendido, procuro escrever primeiramente as minhas impressões e somente depois buscar outras resenhas para tirar mais ou menos conclusões melhores sobre o que eu li, ou saber se existe algum outro angulo da história que eu não tenha absorvido. Esse livro é uma exceção. Assim como o li em apenas um dia, no instante em que cheguei ao ponto final, corri para o tio Googs para tentar entender um pouco do que havia acabado de ler, mal tive tempo de refletir ou pensar sobre, realmente ficou uma enorme confusão na minha cabeça. Mas foi bom, porque realmente tudo o que senti, a maioria dos que leram também sentiram. É um livro curto, escrito exatamente para te prender do inicio ao fim, cheio de questões que realmente nos faz refletir. E chegamos aqui a velha história, não vi a sinopse nem nada, apenas pelo titulo resolvi ler. Mais uma vez fui surpreendida, a principio parecia que o rumo da história era realmente o que eu havia pensado, mas por fim era algo muito mais profundo e que estava sendo mostrado desde o inicio.

O livro é contado pela perspectiva de uma garota que namora um cara chamado Jake, eles estão em uma viagem de carro rumo a fazenda dos pais dele, é a primeira vez que ela vai lá. Então começam vários questionamentos na cabeça dela: se o relacionamento deles é real, se vai ser algo duradouro, como saber que quer uma determinada pessoa pelo resto da sua vida? Como saber se vai conseguir conviver com suas manias e seu jeito? Durante o tempo inteiro observamos várias vezes em que simplesmente a personagem quer acabar com tudo, mas acaba deixando para depois, porque a realidade do que vai acabar de verdade não é apenas um relacionamento, é muito mais que isso. O livro passa por dois momentos, um da viagem e outro com uma conversa entre duas pessoas, após um corpo ter sido encontrado. É um terror psicológico que te prende do inicio ao fim, meio parado de inicio e depois parece que você se perde na história, parece que deixou algo passar, que não prestou atenção, mas é aquilo, é exatamente aquilo mesmo que você está lendo. É um livro difícil de interpretar, cheio de frases com coisas ditas e não ditas, que misturam o real e o que não conseguimos entender.
Não sei como definir se é bom ou ruim, se definitivamente gostei ou não, mas é um livro muito inteligente, desde como a história é construída, até como ela termina. Como disse, li outras resenhas e cada pessoa teve uma impressão e uma interpretação diferente desse livro, esquizofrenia? solidão? depressão?. Ele realmente pode ser algo diferente, dependendo quem o lê, e é por isso que na minha opinião ele pode até se tornar genial.

Livro: Eu estou pensando em acabar com tudo.
Escritor(a): Iain Reid
Editora: Fábrica 231.
"... A memória é única cada vez que é lembrada. Não é absoluta. Histórias baseadas em fatos reais normalmente têm mais a ver com ficção do que com fatos. Tanto ficção quanto quanto memórias são relembradas e recontadas. Ambas são formas de histórias. Histórias são a forma como aprendemos. Histórias são como entendemos uns aos outros. Mas a realidade acontece apenas uma vez..." - Pág 32.