janeiro 19, 2018

Desventuras em série: Inferno no colégio interno.

Demorei um pouco para voltar a acompanhar os orfãos Baudelaire, mas estou aqui para continuar a compartilhar com vocês mais uma parte dessa triste história. Depois da estada na serraria, os irmãos foram enviados para um colégio interno, devo dizer que não gostei nem um pouco quando tive o primeiro contato com o diretor Nero e ver que ele se acha um gênio musical, e acredito que ele não mereça nenhum aplauso depois de tantas atrocidades que cometeu às pobres crianças.

Inferno no colégio interno.

O livro continua acompanhando a história dos irmãos Baudelaire, dessa vez eles são enviados ao colégio preparatório Prufrock e esperamos mais uma vez que a vida deles melhore, mas na verdade, os absurdos começam logo quando encontram o diretor do colégio pela primeira vez, ele envia as crianças para um lugar separado das demais, apenas pelo simples fato de serem órfãos, é um barraco sujo, cheio de caranguejos e fungos, e ainda por cima, por não ter jardim de infância no colégio, a pequena Sunny é obrigada a trabalhar de secretária para o diretor.
As coisas pareceram melhorar quando  as crianças conheceram os trigêmeos Quagmire, eles rapidamente encontraram coisas em comum entre si e tornaram-se amigos. Os Quagmire ajudavam os Baudelaire a melhorar o barraco que viviam, e os ajudavam quando eles recebiam os absurdos castigos do colégio, dividindo com eles seus talheres e copos nas refeições. Os trigêmeos até ajudaram nossos queridos órfãos quando um certo instrutor de atividades físicas apareceu no colégio, um tipo muito estranho que foi logo reconhecido pelas crianças (você que acompanha os posts já deve imaginar quem era). E assim, incia-se mais uma vez uma sequencia de planos e estratégias para fugir dessa pessoa horrível que persegue os pequenos Baudelaire.

O que eu achei?
Demorei para chegar a esse ponto da história que é novo pra mim, já havia lido os dois primeiros livros a muito tempo atrás e assistido ao filme com o Jim Carrey, então até a parte da tia Josephine eu já conhecia um pouco a história. Quanto a serraria baixo astral, já havia assistido a essa parte na nova série da Netflix, mas agora essa parte do colégio interno foi totalmente nova pra mim, e sim até o momento todos os livros tem um ritmo parecido e um certo padrão de acontecimentos, mas isso não faz com que o livro fique chato ou entediante, pelo contrário. Eu com toda certeza amei esse quinto livro, tanto que eu não parei até terminar de ler, o que mais gostei foi que Lemony Snicket revela muito mais coisas sobre ele na história e sobre a tal Beatrice, e confesso que estou muito curiosa para saber qual é a história inteira deles, e sua relação com as crianças Baudelaire. Essa maneira que o escritor está totalmente envolvido com a história é completamente maravilhosa, terminei o livro já querendo começar outro, mas preciso ir com calma porque até mesmo com essa empolgação eu fui capaz de sentir muita pena das crianças, a cada livro as coisas absurdas que acontecem a elas ficam piores, estou até pensando em dar ouvidos ao que ele escreveu lá no primeiro livro e o que lembra em todos eles: " Se quiser ler sobre coisas felizes, vá ler outra coisa". Só que com certeza não irei fazer isso, já estou envolvida demais com a história dos Baudelaire e ainda mais com esse segredo sobre o conde Olaf que foi lançado mas não revelado no livro, vou ficar presa a história até acabar.

Livro: Inferno no colégio interno
Escritor(a): Lemony Snicket
Editora: Seguinte.

Para Beatrice - Você estará sempre no meu coração, na minha memória e no seu túmulo.

janeiro 16, 2018

Quem é você, Alasca?

Esse é o quarto livro do escritor John Green que leio, faziam quase quatro anos que não lia nada dele, então encontrei essa edição comemorativa de 10 anos na livraria e aqui está ele como minha primeira leitura de 2018.

"Como você vai sair desse labirinto de sofrimento?"

Quem é você, Alasca?

Cento e trinta e seis dias antes, começamos a conhecer Miles, o tipico garoto sem amigos e sem muita perspectiva do que quer na vida, ele resolve sair de casa para estudar em um colégio interno e isso marcaria o inicio da sua busca pelo seu Grande Talvez. Assim como começou esse resumo, o livro também começa assim, relatando os dias antes do fato principal e os dias depois de tal acontecimento. E sinceramente durante os dias anteriores eu já imaginava que esse grande acontecimento envolveria Alasca, como era conhecida a garota por quem Miles se apaixonou no colégio. Ela é de uma personalidade forte e marcante, mas também aparentava muito solitária e perdida, ela tinha muitos amigos e pessoas que gostavam dela, mas ainda assim, não era capaz de gostar de si mesma o bastante para se perdoar.
O livro trata de questões sobre a vida e também a morte, principalmente a morte, e o que imaginamos que acontece depois dela. Ele também retrata muito a adolescência, a época escolar, onde parece que é possível fazer tudo da forma como quer e sem consequências. Engana-se quem acha que é apenas uma história romântica, ela é muito mais profunda que isso.

"Direto e Rápido"

O que eu achei?
Eu gosto quando os livros são divididos assim entre o que aconteceu antes e o que aconteceu depois de um fato principal, ou quando eles tem flashbacks, com isso foi fácil acompanhar a história e se envolver com ela, porque antes você estava esperando para ver o que ia acontecer e depois continuaria lendo para saber o porque aquilo tinha acontecido, e acho que essa foi a explicação que encontro para ter lido o livro até o fim. Confesso que terminei o livro com a mesma sensação dos outros livros do John Green que li (com exceção de: a culpa é das estrelas, porque desse eu gosto muito) mas os outros, a mesma sensação do tipo, legal, mas falta alguma coisa. A história é boa o contexto também, mas acho que alguns detalhes fizeram com que os personagens ficassem muito superficiais, e se eu não me identifico com o personagem, ou se não consigo entender seu sofrimento, suas razões, eu simplesmente não consigo sentir a devida emoção do livro. E acredito que foi isso que faltou nesse livro para que eu gostasse mais dele, nesse e em outros do John Green que já li.

Livro: Quem é você, Alasca?
Escritor(a): John Green
Editora: Intrínseca.

"...Quando você parava de desejar que as coisas não se desfizessem, parava de sofrer quando isso acontecia..." - página 232.